Sexo virtual: Uma velha nova mania

O telefone já teve seus dias de glória
O sexo virtual que muitos de vocês acham que foi uma invenção exclusiva da era da Internet já existia bem antes de se pensar em redes de computadores e Internet em um modo geral. A coisa existe desde que foi inventado o telefone, quando belas vozes do outro lado da linha telefônica levava aos mais excitantes papos os noviços rebeldes de sua época.
Pelo que me lembro, a coisa se popularizou no Brasil nas famosas salas públicas de conversas via telefone que, aliás, existem até hoje e fazem um certo sucesso entre os mais desocupados. O problema é que nessas salas públicas dificilmente se encontrava um canal “livre” para se conversar a sós com a pessoa e logo foram criados os famigerados 0900. Números exclusivos de telefone onde o incauto ligava e já caia em um canal exclusivo onde a voz do outro lado o induzia às mais belas fantasias sexuais, levando-o facilmente à loucura. Juntamente com o prazer proporcionado pelas belas vozes do 0900 o cidadão recebia no final do mês uma bela surpresa ao constatar que a sua conta telefônica havia chegado aos 4 ou 5 dígitos por conta de suas pequenas aventuras sexuais. Felizmente os telefones 0900 foram abolidos no Brasil, o que poupou muito lombo de marmanjo, mas ainda hoje é possível encontrar os famosos disk-sexo em sites especializados ou até mesmo em propagandas em canais de televisão pela madrugada nossa de todos os dias.
Com a chegada da Internet o sexo virtual foi logo instituído e, à partir desse ponto, uma bronha passava a custar muito mais barato. Quem aí nunca frequentou uma das salas de bate-papo denominadas “Sexo” de famosos portais brasileiros ou, ainda, quem nunca frequentou o canal “#sexo” das, já quase extintas, redes de IRC?
Depois de mais de 10 anos da implantação da Internet comercial no Brasil a coisa mudou bastante e as salas de bate-papo já não chamam mais a atenção de tantos usuários e a bola da vez agora é o imbecilizado MSN, onde os recursos são bem melhores para a prática da bronha virtual, pois agora é possível, por exemplo, uma conversa via microfone ou, para os(as) mais ousados(as), até um papo com direito à webcam com imagens em tempo real.
Não é de se admirar que à cada dia encontramos mais vídeos feitos por mocinhas que, “ingenuamente”, abriram suas blusas ou até desceram as calcinhas para o namoradinho virtual que jurou de pés juntos que não contaria para ninguém. Parece que inocência volta a reinar nas cabecinhas de nossas piriguetes que sequer pensam nas consequências do ato.
Uma coisa eu tenho que confessar. De vez em quando é até legal praticar um bom e velho sexo virtual, seja via Internet ou via telefone, o importante é ter prazer!
E você, leitor(a), o que acha do sexo virtual?

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Muito bom o texto, e preciso, pois foi justamente o que aconteceu nas últimas décadas nesse terreno de sexo virtual. Seria interessante se vocês abrissem espaço para que algumas pessoas contassem suas experiências passadas em cada um desses modais sexuais. Outra coisa, o sexo via internet poderia também ser mais explorado, ou seja, a matéria poderia se prolongar mais nele, para conhecermos um pouco mais sobre o tema.
Parabéns!!
Nilo